quarta-feira, julho 22, 2009

Como entender não o vôo das aves, mas nas árvores, o das folhas,
sem me entristecer?
Como descrever a breve interrupção entre o corpo e a raíz,
o breve intervalo, errático, da seiva?

de mim, em mim.



21 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Lindo!
Imagino o que escreverias se estivesses a 100%?!
E que imagem tão sugestiva!

Abraço

Teresa Durães disse...

Do voo das aves poderia falar. Mas as folhas... sei que se agitam com o que se passa em sua roda mas pergunto-me se entendem o porquê

Naty e Carlos disse...

Olá que bom gosto bonita foto.
bjs e um bom fim de semana

triliti star disse...

direi somente talvez,talvez sja a ilusão dos sentidos que nos faz ficar tristes ou alegres...


e, tal como nós, as árvores têm seguredos.

Lizzie disse...

Pois que a seiva nunca se interrompe, como nunca se interrompem os pensamentos. São movimentos contínuos, mesmo que não se dê por eles.

O voo das folhas é uma dança, com uma coreografia do acaso ou do improviso.

As árvores lá saberão de si...será a nossa tristeza ou alegria ou pasmo, a interpretar-lhes o movimento.

Besos.

Lizzie disse...

ou ainda, não é por o tronco das árvores ser prisioneiro, que as folhas deixam de dançar.

Triste, triste é quando secam de dança e se tornam um espectro do que foram.

Licínia Quitério disse...

Folhas esperando a queda, como gente, seiva como sangue, poema-traço, traço-poema. Lindo!

MagyMay disse...

Como?
Olhando mais além...ou para além de...

Duarte disse...

Querida amiga deixo-te um fragmento do meu "notas otoñales" que de algum modo se vincula com a tua reflexão...

Los árboles, hasta ahora engalanados y bellos, elegantemente vestidos de hojas adornando el ramaje, nos proporcionaran la sombra tan deseada durante el Estío. Ahora, que se van desprendiendo de ellas, dando paso a la desnudez, desprotegiéndose, permitiendo que los rayos de Sol penetren a través de ellas. Poco a poco, una a una, hasta que caen todas, en un lento, bello y sensual strip-tease, sin posibilidades de poder ocultar el pudor que la madre naturaleza le pueda despertar.
Caen lentamente, describiendo un vuelo sinuoso, como el piloto más experimentado, o el ave que saborea su libertad tan deseada, hasta dejarse caer sobre la tierra que le dio la vida, suavemente, como se quisiera acariciarla; justo a los pies de quien la mantuvo cautiva, formando un manto de frondoso follaje, un espeso tapiz, el colchón de la naturaleza.
Siguen cayendo hojas, notas otoñales, como lagrimas vegetales, por un periodo más, un ciclo de vida que acaba. ¡Quien sabe donde irá a parar esa hoja que de una rama se soltó sin destino! ¿Al álbum de un coleccionista? ¿O simplemente para cumplir el fin biológico que la hizo caer? Salió de la tierra y a ella volvió para vivir su otoño.

Com estes calores já começam a cair folhas... Hoje alcançamos os quarenta graus centígrados...

Cuida-te muito, e que consigas recuperar-te já...

Beijinhos e mimos

Justine disse...

Abençoado braço partido, que te faz arrancar em criatividades adormecidas...
Podes continuar??
Beijo de melhoras

Val Du disse...

Em breves momentos... tudo pode ser.
Interrupções em partes... partidas, talvez.
Ora isso, ora aquilo...

Não sei, só sei que gostei desse teu pensar e da foto também.

Beijos

variações disse...

Como entender?
Complexidades ou será que tudo é muito simples.

Bjos

maré disse...

o movimento é um nascer e um morrer.
complexo e errático.


e eu gostei muito desta relexão

.

um beijo arábica

Mar Arável disse...

As folhas só voam

nas asas do vento

ou boca dos pássaros

ou nos olhos como os teus

Marcia Barbieri disse...

Lindo,realmente lindo,nossos voos e nossas raízes.

beijos ternos

Barbara disse...

NÃO TE SINTO INTERROMPIDA.
PELO CONTRÁRIO.
TRABALHANDO COM O QUE TEM, COM O QUE ORA PODES.
ISSO TEM SEIVA SIM.

ze disse...

Se isso te interistecer,
nada como pensar ou então perceber que o mundo gira e como tal e por tale e isso, para o ano há mais!

Ciclos de morte e vida e assim!

mariab disse...

folhas de passagem. como nós. para quê descrever?
beijo

AnaMar (pseudónimo) disse...

Adoro este espaço. Sinto-me bem. É arejado, poético, perfumado e com fotos muito belas.

Posso ficar mais um bocadinho? :-))

Alien8 disse...

Arabica,

Ah, se eu soubesse! ... :)

Muito bonito, tudo.

Um beijo. Grande.

M. disse...

A delicadeza dos traços orientais. E até a semelhança das tuas palavras com alguns poemas orientais. Já leste alguma vez o livro "A História de Murasaki"? Lembrei-me, ao ler-te nestes dois modos de expressão.