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diz-me em tom baixinho
(de quem teme acordar fantasmas)
que cheiro tem o homem
que possuiu o animal.
.desenha no silêncio do papel
as teias de serpente
na trama do véu.
mas não tragas
do alçapão da memória
o penoso tear:
suavemente, traço, ponto, cruz e de novo
traço
em grão,
os rostos de sal.
Espaço.
Embala
em braços velhos de força
o amor que não nasceu
e
se ainda tiveres folego,
diz-me em tom baixinho
(de quem teme acordar fantasmas)
que cheiro tem o animal que possuiu o homem.
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