Mostrar mensagens com a etiqueta No stress. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta No stress. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, março 06, 2009

.
.

Sai apressada de casa, despindo lentamente dos olhos,

as paredes e telhados da cidade.


Sem relógio, sabe pela cor do rio, o tempo que já não tem.


Veste-se de gaivota e em contemplação dorme,

de sentidos despertos.



Vigilante, talvez espere do vento,


o sonho das asas


na tela incompleta.



Ausente, do mundo dos outros,


tanto quanto lhe é possível,


em engenho e clarividência,



como se o rio já não existisse


e a outra margem


apenas fosse a névoa dos seus olhos...

.
.




.

.

E quando a noite cai, veste de novo em abrigo, as paredes e os telhados da cidade.

Sabe há muito que todas as permutas têm prazo de validade.

.

.

Música: Romantic Sea of Tranquility, Celtic Relaxing.