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Sai apressada de casa, despindo lentamente dos olhos,
as paredes e telhados da cidade.
Sem relógio, sabe pela cor do rio, o tempo que já não tem.
Veste-se de gaivota e em contemplação dorme,
de sentidos despertos.
Vigilante, talvez espere do vento,
o sonho das asas
na tela incompleta.
Ausente, do mundo dos outros,
tanto quanto lhe é possível,
em engenho e clarividência,
como se o rio já não existisse
e a outra margem
apenas fosse a névoa dos seus olhos...
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E quando a noite cai, veste de novo em abrigo, as paredes e os telhados da cidade.
Sabe há muito que todas as permutas têm prazo de validade.
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Música: Romantic Sea of Tranquility, Celtic Relaxing.


