Indiferente às luzes natalicias, ele desce a cidade, sobre a cidade.
Olhar desfocado, braços abertos, tentáculos sedentos.
Leva para a sua gruta, terminada a rusga, todos quantos, a ele sucumbiram.
Impiedoso, não poupa os corpos caídos nas ruas, semi adormecidos semi em coma de vida.
Ri-se dos povos a ele sujeitos, dos mais fracos, dos que o olham desamparados, sem escudos protectores.
Pé ante pé, o inverno chega.
Em todas as sociedades desenvolvidas do século xxi em letra pequena, quantas pessoas dormem ao frio?


