Música:clicar em Jazza-me muito, nos gadgets da margem direita.
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sexta-feira, dezembro 12, 2008
Muitas vezes se dispusera a escrever a pequena história. Limitada no tempo, encravada no espaço. Sem antes ou depois. Uma história breve. Um pequeno mosaico de rio. Um minúsculo pote de açafrão. Uma chavena de café. Um golpe de vento. Uma pedra angular. Um vislumbre fugidio do deserto imenso. Imerso. De todas as vezes que pegou na caneta, a pousou de novo, suspensa no verbo. Procurou encaixar na história o vocabulário rudimentar das histórias limitadas. Não conseguiu. Muitas histórias depois, percebeu, que a dificuldade não residia na história, tão simples, afinal, mas tão somente na sua teimosia de possuir (ainda) uma história por escrever, uma historia que não fosse perecível
ou rudimentarmente destruida pelo tempo ou espaço.
Na página do seu diário, desse dia, apenas escreveu: mais um dia, na vida de uma história por contar. . . E apagou a luz.