quarta-feira, agosto 12, 2009



ir.
deixar-se ir.
devorando estradas
nos quadris do horizonte.
como se nada mais importasse.
ou fosse real.




25 comentários:

simplesmenteeu disse...

"deixar-se ir"
no saborear de um olhar que não se cansa.
no pensamento que se abandona ao encanto da descoberta.

senti-me a devorar horizontes...

beijo terno

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

magnífico !
Um prazer , arábica!
Abraço

__________ JRMARTO

Licínia Quitério disse...

Nada mais do que um imenso "travelling" a devorar as bermas do fim da tarde. Até anoitecer, anoitecer...

Maria disse...

quero. queria. quero. até chegar ao mar...

mdsol disse...

Passo para te deixar um beijinho especial (sem gesso)
:))))

mixtu disse...

ir...

voltar

é bom ir, vai-me acontecer em breve

mas o voltar...

que lindo ... mesmo o que nos parecia feio

ir...
necessidade vital, ainda há dias estive a contar as casas onde morei: 10

abrazos serranos

heretico disse...

quadris do horizonte. coleantes. como desejo de infinito...

belíssimo

beijo

Mar Arável disse...

Partir partir

e regressar

para de novo partir

Alien8 disse...

Arabica,

Ou, como escreveu um e cantou o outro, "navegar é preciso...".

Muito linda, a foto, muito belo, o pequeno poema, que é pequeno só no tamanho. Realmente.

Um abraço duplo.

Lizzie disse...

Não é o ir.
É o partir como se o mundo fosse um lugar ausente e sem peso.
Como se se entrasse num dentro de um gigantesco ecrã de cinema, em que a realidade tivesse lá morada e a ficção ficasse, com todos os seus maus enredos, do lado de cá. Patética. Chorosa.Quase abandonada.

Logo vou fingir que abandono sem remorso. Sem culpa ou dor maior.
De carro. Carregado de cal, farinha, Marlene Dietrich antiga comprimida em faixas mais vidas cortadas às fatias folhadas. Mais outros apetrechos a compor a emigração.

A fotografia faz-me lembrar paisagens por onde andei. Faz-me lembrar uma daquelas motas texanas:))Faz-me lembrar uma vida inteira dedicada à ausência de destino. À ausência do medo do destino.

Enfim, está pior quem nunca pode, sequer, ter a ilusão da fuga.

Besos que hoy, coño, ya estoy yo de castellana.J... no sé que me pasa...:))

variações disse...

O que é real?!
A vida?

Bjão

mfc disse...

E o que é que é real??!!

Justine disse...

Respirando fundo o cheiro da liberdade. Embriagante!
Boas viagens:))

M. disse...

O que importa é o horizonte.

~pi disse...

~





strawberry fields forever





beijo






abraço





asas-pés-alma







~

O Árabe disse...

Às vezes me pergunto se algo existe que seja real, fora de nós. :) Boa semana,amiga!

jorge vicente disse...

partir
deixar-se partir
como se de terra fosse feita a nossa estrada.

maravilhoso poema, amiga

um grande abraço
jorge

bettips disse...

Esse ir no ir contrário ao da paisagem, ando sempre dentro desse carro de sonho... e conto as bermas que me faltam!
Bjinhos

© Piedade Araújo Sol disse...

deixar-se ir e voar..nas asas da imaginação.

deixo um beij

dona tela disse...

Desculpe a ausência, mas este calor...

MagyMay disse...

Às vezes é bom deixar-se ir, fica-se "leve", "muito leve"...
... e viva o Sonho e a capacidade de Sonhar

Abraço&Beijo

Rosa dos Ventos disse...

Deixar-se ir é bom!
Vai e volta, com muito para contar!

Abraço

Barbara disse...

Resumistes o que fazemos em meio a turbulência da vida.
Eu prefiro estar aí no local da foto, descalça.
A sentir o chão e tentando encontrar um horizonte nos meus quadris.

Val Du disse...

Irreal como num sonho. Ou não...

Gostei da foto de cor terra.

Beijos

A.S. disse...

Simmm.... deixar que a brisa indicasse o caminho!
Sentir o luar reflectido no rosto como doces caricias!
Caminhar até a um pôr-de-sol eterno!


Um beijo meu...
AL