
Iluminam-se lentamente as ruas da minha cidade,
na penumbra da tarde madura de aromas...
E mesmo nos páteos mais escondidos,
entram agora reflexos,
no tempo esquecidos...
[ pedras gastas que brilham
no aguaceiro inesperado ]
Nas janelas adivinham-se
flores em vaso,
margaridas teimosas,
que não naufragaram em terra...
[ cegas ao frio do longo inverno,
ainda murmuram pueris primaveras ]
E enquanto as clarabóias alvoraçadas,
dançam na magica esfera dos ventres de nuvem,
a cidade, lentamente, vai-se iluminando...

Música: At First Light, Silge Neergard