segunda-feira, dezembro 08, 2008




Iluminam-se lentamente as ruas da minha cidade,
na penumbra da tarde madura de aromas...
E mesmo nos páteos mais escondidos,
entram agora reflexos,
no tempo esquecidos...



[ pedras gastas que brilham
no aguaceiro inesperado ]


Nas janelas adivinham-se
flores em vaso,
margaridas teimosas,
que não naufragaram em terra...



[ cegas ao frio do longo inverno,
ainda murmuram pueris primaveras ]

E enquanto as clarabóias alvoraçadas,
dançam na magica esfera dos ventres de nuvem,
a cidade, lentamente, vai-se iluminando...





Música: At First Light, Silge Neergard

30 comentários:

hora tardia disse...

Tu és a


LUZ!





V.



________________beijo-te.



assim na dança do tempo. que nos persegue e enleia...

JPD disse...

Belíssimo poema.
A luz e a sombra a definirem o espaço identidário.
Gostei!
Bjs

bettips disse...

O que disseste sobre "os dias" é perfeito e tão bem "arrumado" no pensamento. Obrigada
Olhar donde vem a luz, como por esta clarabóia.
Bjinho

Rodrigo Rodrigues ("Perdido") disse...

Belo jogo de luz e de palavras a cruzarem-se entre o céu e a terra.

{ obrigado pela visita ao Mercado onde estarei sempre à sua espera } { é livre de o fazer, mas teria muito gosto que visitasse o blogue, escolhesse um azulejo e fizesse os comentários-legenda que entender }

Alien8 disse...

Arabica,

Ora aqui está uma belíssima pequena dose! :)

Gostei muito das clarabóias por onde passaram as tuas palavras, e das palavras que passaram pelas clarabóias. E assim se (re)inventa a cidade.

Um beijo.

Gasolina disse...

Belissimo tributo a Lisboa.

Palavras com tons de luz.

Fica bem

Licínia Quitério disse...

A tua cidade ilumina-se. Tinha guardada uma reserva de primavera. Musical esta publicação.

Um beijo.

Teresa Durães disse...

e nos edifícios espelham-se histórias de outros tempos.

Teresa Durães disse...

(podes passar-te à vontade! para isso existe a caixinmha dos comentários!)

Marcia Barbieri disse...

Lindo poema, caminhamos conduzidos por cheiros e sensações táteis. A sinestesia em favor da arte.

beijos ternos

Idun disse...

a cidade que habitamos, a cidade que nos habita.
a minha Humana disse-me que eu havia de gostar de conhecer este espaço. e que existem laços que vos unem, sim. pelo menos, os das palavras de cesariny, também por ela amadas.

marradinhas amistosas

rouxinol de Bernardim disse...

Gostei da leitura e do aroma que o texto vai exalando...

Lizzie disse...

Inventam-se passos vadios nestes dias molhados, a reflectir a luz de um circo sem parança.

Vai-se andando, conversando para dentro o que os olhos vão teimando em ler, como as margaridas vão resistindo ao fim das primaveras.

As clarabóias são fugas dos segredos das luzes. Como uma janela ao fundo de um corredor escuro.

Quando chove fica-se com a alma lavada. Como se se acendessem todos os sóis em pleno inverno.

Ou quase.


Beijinhos

Su disse...

este laranja é tão lindo.

gosto desta cor..............

leva-me para outro sol...outras paragens..........dunas..........

jocas maradas de luzzzzzz

pront'habitar disse...

tantas luzes.
tanta luz que vai enchendo a cidade.
tantas vidas escuras que enchem a minha cidade.
tantas vidas apagadas.

Gasolina disse...

Gosto de gente que gosta de pormenores.

jorge vicente disse...

a nossa bela cidade.

um magnífico poema, o teu.

beijo azul
jorge vicente

O Profeta disse...

Cheguei a meio de um longo inverno
Não tenho no céu uma estrela guia
Uma sombra às vezes procura a luz
O Sol recolhe a claridade ao fim do dia

Na noite
Oiço as vozes dos filhos da Terra
O cantar das águas de uma lagoa
O murmúrio das pedras em suave espera


Boa semana


Mágico beijo

Val Du disse...

Que poema lindo!
Blog maravilhoso!

Beijos.

Vieira Calado disse...

Obrigado pelos votos expressos no meu blog de poesia.

Bill Stein Husenbar disse...

Perfeitamente iluminado.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

© Piedade Araújo Sol disse...

por momentos revi e revivi a minha outra cidade.

gostei do que li.

orbigada!

fica um beij

Pierrot disse...

Mais um blog que acabo de descobrir e estou deveras impressionado, também...
Fotografia, escrita, cor e até o display e a musica estão optimos.
Quanto ao poema, minha cara, as tuas palavras são como pedras gastas que brilham no aguaceiro... eu acrescentaria, que o tempo lhes traz a história, que os anos que lhes escondem a memória.
Amei
Bjos daqui
Pierrot

~pi disse...

em pequenas doses se

te

acenda,

laranja (




~

Leonor disse...

são carinhosos os comentarios deixados pelos teus amigos.
alguns ja os conheço de outros blogs.
mas tu mereces so pela simpatia que deixas no meu.
beijinhos

pin gente disse...

sempre gostei de clarabóias, da luz que deixam passar.
sempre gostei de margaridas, da forma esguia das suas pétalas.
e gostei das tuas palavras.

obrigada pelos votos
abraço
luísa

heretico disse...

dançando à chuva. sempre...
e assim se ilumina(m) a(s) rua(s).

gostei do poema. muito

beijo

mateo disse...

Um entardecer da tua cidade e em tão pequenas doses que nem dei pela noite chegar.
Beijo.

legivel disse...

... depois de tudo o que ficou (des)escrito só me ocorre perguntar-te

"A menina dança?"

(lá estou eu a correr riscos desnecesários; o que dirá ela quando lhe pisar os pés a cada passo?)

sorrisos de mau dançarino.

M. disse...

Lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
minha arabica preferida
estou em falta eu sei..

mas prometo compensar. Deixa-me entrar neste espírito contigo.
E tu já és toda luz!

Beijo grandeeeeeeee