Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, novembro 10, 2009

... Debato-me há anos numa questão "somos nós que escrevemos a nossa história ou será a [eventual] história escrita por outros que nos descreve? "

Enquanto não obtenho resposta nem a conclusão final chego, vou-me deliciando pela mão experimentada de Mario Vargas Llosa, "O Paraíso na Outra Esquina", que através das vidas de Gauguin e da sua avó Flora Tristán, nos faz pensar onde se encontra o paraíso: na construção de uma sociedade igualitária ou no retorno ao mundo primitivo?








segunda-feira, maio 04, 2009

.
às vezes, à tarde.
.
.
Sair do nosso, para conhecermos o dos outros.
.
.
"O mundo é a rua da nossa infância"
.
.
.





.
.
.
Música: pois continuemos com a Jessica.

quinta-feira, abril 23, 2009

.
.
.

Paolo Giordano nasceu em Turim em 1982, licenciou-se em Fisíca e escreve coisas assim:





"Os números primos apenas são divisiveis por um e pelo próprio número.


Estão no lugar que lhes é próprio na infinita série dos números naturais, esmagados como todos entre dois, mas um passo mais mais além, relativamente aos outros.


São números desconfiados e solitários e, por isso, Mattia achava-os maravilhosos.


Por vezes achava que tinham ido parar por engano àquela sequencia, que tinham ficado lá aprisionados como pequeninas pérolas num colar.


Outras vezes, ao invés, desconfiava que tambem eles gostassem de ser como os demais, apenas uns números quaisquer, mas que por algum motivo não haviam sido capazes..


O segundo pensamento surgia-lhe sobretudo à noite, no emaranhado caótico de imagens que antecede o sono, quando a mente está demasiado débil para mentir a si mesma.


Numa cadeira do primeiro ano, Mattia estudara que entre os números primos há alguns que ainda são mais especiais.
Os matemáticos chamam-lhes primos gémeos: são pares de números primos que estão proximos um do outro, aliás, quase próximos, pois entre eles existe sempre um número par que os impede de se tocarem realmente."





"A solidão dos números primos", uma leitura de inquietação dolorida.
.
.


.

.

Música: Love, Rosey / Koop Remix