segunda-feira, junho 22, 2009

E porque me falam em ecologia
e porque gosto do silêncio dos lugares esquecidos
e porque já tenho saudades do Gerês e de outros oásis, entretanto encontrados...



















preservemos.

Aqui e além das nossas vulgares rotas.




E porque falar do Gerês é falar de Miguel Torga, viajemos também nas suas palavras,


Aparelhei o barco da ilusão
e reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho,
e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).

Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.




15 comentários:

casa de passe disse...

A maravilhosa e aparente simplicidade da natureza. Julgo que adoraria ir viver para um sítio assim embora muitas vezes me pergunte se seria capaz, se não sentiria falta das coisas a que estou habituada. Acho que sentiria...


Alice, a Fininha

Teresa Durães disse...

Senegal não conheço. Os paraísos são cada vez mais raros. Infelizmente

Val Du disse...

É preciso reaprender a valorizar o que realmente tem valor.
A riqueza da Natureza não pode ser tão massacrada como acontece nesses nossos dias.

Belo vídeo.

Beijos

Lizzie disse...

Sou absolutamente contra qualquer atentado sobre a natureza.
Não há bicho mais destruídor, com falta de memória em relação à sua fragilidade relativa,que o Homem.

Como odeio o calor e para mim mais de 25 graus já é tórrido, nesta estação só me lembro das paisagens do Massachusets:a calma, as florestas verdes,campos floridos, o mar, os riachos transparentes e cantantes ao virar de cada estrada,os lagos, as uterinas cabanas de madeira com a lareira em todas as noites do ano.

Sobe aos 30 e tal, como domingo passado, e eu salto para o Alaska:))

alice disse...

:) sabe bem vir tomar café contigo! beijinho grande, arabica*

~pi disse...

belo de ver belo

de ser

árvore animal

pes-soa

lugar

belo belo de ter

sentidos alargados

amar a água

intuir presentes

como quilhas de ave :)




beijo




~

mdsol disse...

Q. Arábica
Passo a correr só para te deixar um beijinho joanino

:))))

LBardo disse...

A janela rasgada para a vista de cima com direito a rio e tudo leva o incauto a surpreender-se nas esquinas de pequenas intimidades, estas diga-se, contadas de tal forma que a anestesia só faz despertar para o valor do segredo depois de saírmos daqui.


E depois estas manchas de som. De sitios que achamos manufacturados por demasiado perfeitos para a imperfeição do homem.

bj.do meu parapeito

Alien8 disse...

Arabica,

Como se não bastasse o resto, a minha net anda uma porcaria, e o mais i9nteressante é que mudei para os 100 Megabits... surreal!

Hoje vim aqui ler-te e deixar-te um abraço. Apenas isso.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Preservar, Prevenir são as palavras chave!
Ainda bem que pensas assim.
Beijossssssssssssssss

Marcia Barbieri disse...

Até falando de ecologia você é poética!!!

beijos ternos

heretico disse...

imagens muito belas

beijo

Rosa dos Ventos disse...

Sabes que ando com o Gerês no pensameto?
Tenho de lá voltar brevemente.
Preciso de ar puro...

Abraço

Duarte disse...

O Gerês já não é o que era, como outros muitos paraísos do mundo, aquela água abundante que manava por todos os sítios, aquela vegetação exuberante, aquele silencio quase sepulcral, aqui e além interrompido pelo instinto de algum pássaro.
Assim pode chegar a estar tudo se não se põem medidas. Não faz falta ser ecologista, mas sim sensato.
Se optas por ir, esgueira-te à serra da Peneda, por ali ainda se pode viver...

A última vez que fui ao Gerês voltei triste,

Recebe todo o meu afecto num forte abraço

meus instantes e momentos disse...

Oi, ótimo post, (como sempre), é bom voltar aqui.
Apareça, vai ser bom ver voce por lá.
Maurizio