segunda-feira, maio 18, 2009

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não quero
medir
a distância
abstracta
entre
a
casa
e o velho casco,
no
tempo liquído
da
memória.
.
Não posso medir
a
bissetriz
incorrecta
dos
ângulos
nos
vértices imaginados
em reflexão
do tempo.
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Não sei.
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Como se mede o caudal de um rio
à superfície
de uma tão ténue
linha de água?
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Música: 90.40 europalx ...dream a litle dream of me?
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58 comentários:

prof disse...

!
que foto!
caramba!
também gosto do texto, mas foi a fotografia que me deixou em apneia.
bjs

Arabica disse...

:) é a minha foto emblemática de Londres.


Ora ali estava eu.
Tal e qual, sem tirar nem pôr.

St. Katharine Docks.


Mas apneia...não será demais? :)

Obrigada, Prof., um beijo.

Teresa Durães disse...

ainda bem que não sabes medir o caudal. há mstérios da natureza que devem continuar (ou alguém o sabe fazer??)

Lizzie disse...

The Thames, ou Old Father Tames, como há séculos é chamado, não tem medida.

Tem o caudal encharcado de seres nele residentes que contam histórias de aventuras, de amor, de raiva, de morte, de vida.

Dizia-se que os injustamente condenados e que a ele eram lançados, desaguavam vivos nas margens do estuário. E que do lodo do corpo dos piratas, nasciam tesouros.

E que durante a noite, umas fadas, curavam as chagas dos viajantes com a sua água.

E mais tanta coisa, num rio tão pouco isento aos olhares.

Besos

legivel disse...

... a Teresa Durães tem razão: devemos alimentar alguns mistérios da natureza em vez de andarmos de rabo no ar e aparelhos de medição na mão.

Por sinal, a medição do caudal dum rio nem é muito difícil de calcular:

É feita a partir da foz do rio que se pretende medir e de preferência em tempo seco. Através de uma embarcação de pequeno calado, cronometra-se o tempo de margem a margem e multiplica-se por duas (2) vezes o comprimento do barco utilizado (da proa à ré). A esse valor adiciona-se o peso bruto da dita embarcação mais da sua tripulação. A reconversão em litros é o caudal do rio.

Nota: esta medição apenas será correcta se se apanhar o rio distraido.

Depois não digas que ando na blogosfera sempre de carinha na água...
beijos e sorrisos.

mdsol disse...

Ohhhhhh Arábica, linda, como escreves bem! E a fotografia também é muito bonita!
A ver se retomo o meu ritmo normal. Quando não venho quem perde seou eu. Essa é que é essa!
beijjinhos
:))

prof disse...

apneia, sim - mas dentro dos limites aceitáveis :-)
gostaria de ter sido eu a tirar essa foto :-) deve ter dado imenso prazer.
até... um dia destes.
bj

Arabica disse...

Teresa,


longe de mim querer desvendar mistérios de caudais e de reflexos e de imagens-espelho.

Observo e contento-me em constatá-los.

Arabica disse...

Lizzie,


quem melhor que tu para nos contar as lendas de água, luz e sombra do velho pai tamisa?

:)

E de corvos em bosques.

E de fadas.

E de bacon e feijões :)

Besos, zizzie.

Arabica disse...

Albertamente Legível,


:-D

já me estou a visualizar:

em equilibrio ingratamente periclitante, num qualquer bote, a contar as tuas fantasias ao Tamisa...será que assim o conseguirei distrair? :)


Beijos e risos

Arabica disse...

Solinho,

tal como tu, também tenho andado com menos tempo.

Perdemos de um lado, ganhamos de outro. :) A vida quer-se assim, nem sempre igual, nem sempre formatada do mesmo modo.

Obrigada. Um beijo e uma boa semana de férias!

Duarte disse...

Essa luz escassa, mas suficiente, fez com que sai-se uma boa fotografia. São o exemplo de sempre, disparar e, ao contemplar, aí está uma que sim valeu a pena.
As palavras com que o adornas, eloquentes, dize-lo um Duarte...

Abraço-te com a emoção que me inspiras-te com as palavras

LBardo disse...

há coisas que não devem mesmo ser explicadas. a sua medida é o tamanho do nosso "pequeno sonho". pequeno? eu disse pequeno? mania de medir...


bj.do meu parapeito

Arabica disse...

Prof.,

deu mesmo um prazer imenso!! :)

Também uma pequena taquicardia.
Breve. O tempo do click.

Até um destes dias, assim sendo.

Beijos

Arabica disse...

Duarte,

muito obrigada por tão eloquente comentário. :) E pela presença, atenção constante.

A luz difusa de Londres, foi uma mais valia nesta foto, realmente.
Ao contrário do frio que se fazia sentir. :))

Beijinhos, amigo.

Arabica disse...

LBardo,


poderá por ventura medir-se a luz adentro desse teu parapeito? :)

Beijos, bom dia.

pin gente disse...

a foto é de uma beleza sem medida! para quê tentar medir?
um beijo
luísa

Laura disse...

Grande fotografia...

Val Du disse...

Suave como o vento fresco de uma manhã serena.
O conjunto todo está demais, imagens e palavras.

Beijos.

dona tela disse...

Que fotografia mais linda. Eu tirei umas no Verdelhal este fim de semana, mas não se comparam.

Licínia Quitério disse...

Insustentável. Incomensurável. Não é exagero. É o fio inaudito da beleza. Parabéns. Por tudo.

observatory disse...

AINDA

suave

suave


fiolimpo

Justine disse...

...não se mede: apenas se sente, não é? Tal como não sei medir a força das tuas palavras, apenas me emocionaram!(da foto nem falo, estou ro+ida de inveja...)

simplesmenteeu disse...

Nada de nos enquadrarmos nas leis dos números.
Podemos fazer desafios, passatempos... mas, a magia... esgota-se ou ausenta-se.

É melhor ficarmos pela imaginação...

Um beijo

Arabica disse...

Obrigada, Luisa.


Não se mede, nunca.


Um beijo

vaandando disse...

uma só palavra!
_________ PERFEITO!
Toma um abraço!

_________ JRMARTo

Arabica disse...

Laura,


:) obrigada.

Acabei de decidir passa-la para papel.

Beijos

Arabica disse...

Lita,

obrigada.


Momento imortal, a partir de agora.


Xi coração!

Arabica disse...

Telinha,

que coincidência!Também tirei umas imortais este fim de semana.
Flores de uma Jardineira muito especial. Cheia de sol.

As suas também têm sol? :)


Beijinhos e malaguetas, Telinha.

Arabica disse...

Licinia,

sei que a entendeste.

A leste por dentro de toda a água, de toda a memória.

Um grande abraço, amiga.

Arabica disse...

César,


suave como um rio guardado num dique...

até que.



Beijos

Arabica disse...

Justine,


é sim, sente-se e nem sempre se adivinha a profundidade guardada nas raízes escondidas...

Tanto, numa ténue linha de água...

;) a imaginar-te roída de inveja, não posso deixar de me rir :))


Beijos. Muitos.

Arabica disse...

SimplesmenteTu


nem os números são poupados, na arte do imaginar...diga-o a ave, da foto.

:)

Beijos.

Arabica disse...

JMarto,


obrigada.

Fico com o abraço, pois então!


E retribuo.

alice disse...

se eu soubesse responder, querida amiga... mas não sei... gostei de ler, e adorei a fotografia. uma emoção verdadeira este post. um grande beijinho (com saudades).

Duarte disse...

O efeito da água espelho ilumina a zona em sombra o suficiente, aí nem o luximetro teria sido possível já que ao aproximar-te o pássaro sairia do plano e o logro perdia interesse.
Fantástica!!!
Agradeço as tuas palavras, mas ainda não me respondeste a uma pergunta que te fiz há muito tempo, bom, algum tempo. A fotografia que adorna este magnífico blog desde donde foi obtida? Se podes responder, claro!

Beijinhos, meus.

Arabica disse...

Li,

ninguém sabe...

...e será que um destes dias nos voltamos a encontrar no sitio mais inesperado? :)

(para matar a saudade)

Um beijinho para ti também.

Arabica disse...

Duarte,

nunca percebi essa pergunta e peço desculpa pelo atraso na resposta.

Esta vista espectacular de Lisboa, foi fotografada da esplanada do Bar Entretanto, no Hotel Chiado.

Como o hotel é mesmo ao lado da fnac chiado, durante o verão recorro muitas vezes a esta esplanada (que não é restrita a hospedes do hotel), para iniciar a leitura do livro acabado de comprar.


Em casa, as leituras decorrem lentas, porque me lembro sempre que tenho outras coisas para fazer.
Assim, adquiri o hábito de ler fora de casa.

Esta, é uma das minhas esplanadas de eleição, pela luz, pela paisagem, pelo horizonte, pelo silêncio.


Beijinhos, Duarte.

Alien8 disse...

Arabica,

Eu tenho aqui uma fita métrica para eventualidades desssas. A sério :)

Que belíssima peça em duas partes!

Um abraço, por isso também.

Arabica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Arabica disse...

Alien,

se tu o dizes com um semblante tão sério :) eu só tenho que acreditar, pois... :)

Mas não te vou pedi-la emprestada.
Desconfio que são metros cúbicos a mais para o meu aquário.

:)) Um abraço pós construção.

Rosa dos Ventos disse...

Deixaste-me sem respiração!

Abraço

mateo disse...

Não sei nem era para responder, pois não?
Mas apeteceu-me medir o caudal pela força com que seria arrastado.
Beijos.

jorge vicente disse...

como se mede um poema através do voo de um pássaro

como se mede um pássaro pelo silvar leve de uma sílaba de paz?

um grande abraço pelo lindo, lindo poema

jorge

heretico disse...

belíssimo poema. como doirados reflexos à tona de água...

~beijos

segurademim disse...

... ah não sabes?

deixa estar não te preocupes
há coisas que não se descobrem mesmo!!

pb disse...

a foto está espectacular !! beijo

mdsol disse...

Os teus comentários lá souberam-me tão bem!

:))))

bettips disse...

Tenho que vir aqui, devagar. Sentir o reflexo dum e num dos meus rios.
Sim! É ainda outra coincidência.

Medes a emoção e com isso, o abraço, o enlace, o retorno.
E tiras fotografias onde se te espelham os olhos. A rir. Mesmo de choro.
Bjinho

Faça a Diferença !!! disse...

Que foto bela, é como o teu blog um rio que transborda maravilhas.

Arabica disse...

Rosa de braço dado,


há momentos que nos tiram a respiração.

Abraço.Grande.

Arabica disse...

Mateo,


sempre pela força com que arrasta.
Pela profundidade do mergulho, também.

Beijos

Arabica disse...

Jorge,


obrigada pelas tuas palavras.
Frágeis são também elas, as palavras, na corrente lavada do rio.

Beijos

Arabica disse...

Obrigada, Herético.

Folhas perdidas que no tempo, sobem à superficie.

Beijos

Arabica disse...

Obrigada, PB.

Beijos

Arabica disse...

Solinho,

tenho pela frente 5 dias com muito tempo para visitas :)) uaaauuu :)

Gostei dos teus posts.
Mas isso já não é novidade. Certo? :)


Abracinho

Arabica disse...

Bettips,


leitura adentro do rio.

E silencio-me, assim lida.


Abraço-te.

Arabica disse...

Obrigada, Faça a Diferença.

Um abraço.