sexta-feira, março 20, 2009

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Quintais de Lisboa:
a terra a quem a trabalha?



Novembro 2008
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início de Março

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-hoje, 20 de Março, 2009




Música: Loucos de Lisboa, Ala dos Namorados.

25 comentários:

Marina disse...

São os sinais dos tempos dificeis...

ze disse...

li numa crónica do MEC, que o João Salgueiro (presidente da associação de bancos, ou qquer coisa assim do género) terá aconselhado recentemente as pessoas a começarem a (re)cultivar as hortas e a não pensarem muito em depositar as poupanças no banco (por causa da taxa de juro quase zero ou será porque o banco pode fechar?)

parece o tempo da segunda guerra,
quando uma sardinha era uma refeição para a família toda.
os pais dividiam os exremos (rabo e cabeça) e o filho(s) o miolo.
Se calhar espinha e tudo, que deve ser rica em calcio!

Maria disse...

Desde que me lembro existem hortinhas nos quintais (oou outros terrenos) em Lisboa. São as gentes que vieram de fora à procura de trabalho na cidade grande e o seu amor à terra...
As hortinhas são lindas de se ver...

Um beijo

mdsol disse...

Seja por necessidade ou prazer, as hortas dão um ar bucólico ao cimento da cidade!

A música + máximo...

:))))

da venezia disse...

:)

vaandando disse...

Em primeiro lugar , o meu grande apreço pela música que nos vai dando , e igualmente vejo com agrado como as fotografias testemunham esse amor por um naco de terra que define um pouco , muitos dos lisboetas..
Estamos todos de parabéns, a agricultura dita biológica está caríssima, e trabalhar a terra é saudável...


abraço

___________ JRMARTO

prof disse...

também eu me delicio a olhá-las, quando vou à capital, e era nelas que matava as saudades, quando aí tinha de viver...

triliti star disse...

julgo que, um pouco por todo o mundo, haverá quintais assim.

agradáveis de ver e trbalhados com amor.

Marina disse...

Feliz Primavera!

Arabica disse...

Segundo reza a história compraram a casa porque tinha "terra".


E, fazendo frente à crise ou à saudade do gesto, depressa começaram a trabalhá-la.

No silêncio da casa, ouve-se agora o ruído do sacho abrindo a terra há muito abandonada ao acaso.

História curiosa a minha, que saí de uma aldeia tragada pelo cimento e retorno a LIsboa, da terra trabalhada.


Janelas sobre a realidade em espaços trocados no tempo.

Um bom fim de semana para todos.

Beijos

~pi disse...

belo ( por tudo

o que

me

diz

a terra,

nos seus múltiplos

sent-idos :)



beijo (de terra com asa s




~

Nocturna disse...

Arábica,
Só hoje descobri este belíssimo blog
(mil vezes perdão).
Gostei imenso de ver nele retratadas, entre outras coisas , as pequenas hortas que os moradores, irresistivelmente vão fazendo quando acham um pedaço de terra livre. Não é só a crise, eu acho que é mais o amor a mexer na terra ao fim de um dia de trabalho, no meio da floresta de cimento .
Um dia chamei a atenção para esse facto a um amigo mais velho , e ele respondeu-me: dentro de cada lisboeta existe um camponês . Aceitei a resposta como boa.
Apenas uma curiosidade : sou lisboeta e moro à 15 anos em S. João do Estoril e, no caminho que vai da minha casa à estação dos combóios, existem pequenas hortas "enfiadas" nos terrenos municipais.
Já me passou pela cabeça,centenas de vezes, em fazer também ali uma pequena horta ou jardim . Só não o fiz porque moro um pouco mais longe e teria dificuldades em levar água para lá. Mas um dia ...
Parabéns pelo seu "cantinho" mostrando a nossa amada cidade.
Um abraço
Nocturna

coxa e marreca disse...

Sei muito bem o cheiro da terra de que tenho saudades, o cheiro dela seca ou com chuva e sinto a falta há muito tempo.

Licínia Quitério disse...

O retorno à natureza. Por necessidade e por amor. Um amor que foi durante muito tempo esmagado por cimento. O egoísmo das cidades a abrir brechas e a deixar entrever a fertilidade que o dinheiro nunca terá.

Gostei muito que aqui tivesses pousado o nosso olhar.

Um resto de dia florido e poético.

Beijinho.

PreDatado disse...

Cada vez há menos quintais em Lisboa. Aqui há uns tempos atrás ainda havia um pastor que levava o seu rebanho a pastar numa rotunda ali para as bandas do Estádio Pina Manique.

Val Du disse...

Muito bonito.

Uma bênção.



Beijos

Bill Stein Husenbar disse...

Que neste Dia Mundial da Poesia os seus versos floresçam e brotem para o mundo com uma mensagem de esperança e felicidade.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

mariab disse...

uma forma de manter o contacto com a terra. pequenos oásis verdes no meio do betão. beijos

Arabica disse...

A necessidade de terra, de céu, de vento e de nós.


:)

Duarte disse...

Estou intrigado. Quintais dentro da cidade! Por donde se pode ver isto?
Boas fotografias, que o fazem ver fácil, mas que eu não localizo.

Beijinhos para ti

Arabica disse...

Duarte, em todos os bairros antigos onde as ruas formam "quarteirões". Campo de Ourique, Campolide, Benfica, Alvalade e outros tantos.


Da rua não se vêem, não se deixam adivinhar, Duarte, por isso, ficam escondidos e protegidos pelos prédios que os possuem.

Um beijinho

Humana disse...

os quintais de lisboa...
já há uns tempos largos que participo em debates sobre os aspectos económicos, sociais, biológicos e ambientais relacionados com a alimentação. as hortas urbanas, como formas de resistência.
desde a altura em que fui morar para lisboa, há mais de 20 anos, constatei a existência destes quintais. no bairro das colónias, encarnação... e, nos últimos anos, quando residia numa sossegadíssima rua do bairro de alvalade, os habitantes, não só do meu prédio mas de outros, naquela rua, tinham,e ainda têm, nas traseiras dos edifícios que habitam, as suas hortas. pessoas, na sua maioria, vindas da província, que, não tanto por razões económicas, puderam continuar assim, de uma forma um tanto ou quanto clandestina, a sua ligação com a terra. haverá, hoje, motivações acrescidas...
sim, arábica, lisboa, a nossa tão amada lisboa, é, também,essa de que nos falam as imagens que aqui nos deixaste.

um abraço.

Arabica disse...

Humana,

feliz por sentir em ti também, esta paixão pela cidade das sete colinas, resistente ao coração urbano que a habita.

Somos dela, suas mouras encantadas.


:) abraço.

Alien8 disse...

Arabica,

Mas hortas de Lisboa e em todo o lado. Não faço por menos. Haja espaço para uma hotazita. E jeito... E tempo... Ah, o que foste lembrar!

Beijinho.

kris disse...

é sempre diferente ver trabalharem "os campos" em Lisboa. Sinais de crise?não o fizeram sempre? que continuem o bom trabalho.

beijo