terça-feira, fevereiro 17, 2009

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...gosto de janelas, do seu traço, do seu rasgo, dos reflexos, dos parapeitos,


das histórias que dançam para lá do biombo vidro,


e, quando, entreabertas,



se abandonam de si mesmas


empoleiradas


ao sol.


Águas furtadas
pelo olhar

a montante

do rio...

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JANELAS DO VOUGA ( I )






[S.PEDRO DO SUL]










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Música: Escrever o Sol, Julio Pereira.

37 comentários:

ze disse...

Isso é que foi desenferrujar essa máquina, Arábica!
É bom. Treina o olhar. Não percas o ritmo.
E janelas, é abri-las, enquanto tá sol.

Beijos.

innername disse...

não sei qual delas a mais bonita. Adoro janelas, também. E do que invento por detrás delas
E andas bem acompanhada pelo Júlio Pereira...bendito sol que nos entra directo e nos aquece a alma
boa semana nas tuas arabias

Vieira Calado disse...

AS janelas são o reflexo da alma...

das casas...

Cumprimentos

alecerosana disse...

Leio-te. Não te comento, tu sabes que perdi as palavras...

Gosto do que escreves, gosto de ti e gostei de saber que atravessaste as janelas do Vouga.

Abraço

mdsol disse...

beijo
:)))

© Piedade Araújo Sol disse...

oh menina!

sabe que eu também gosto de janelas, até tenho um poema que se chama precisamente "janelas".

gostei das fotos.

fica um beij

Alien8 disse...

Arabica,

Meni-na estás à janeeela
com o teu
ca-be-lo á lu-a, não me vou
da-qui embo-ra sem-le-var uma pren-da tu-a
sem le-var
uma pren-da tuuuua sem le-var
uma pren-da de-la com o teu
ca-be-lo à lu-a me-ni-na estás à jane-e-ela

:))))))))))))))))))))))))

Ena, tantas belas fotos. Andas a aproveitar bem o tempo, sem dúvida.

Ah, o mistério das janelas! O que estará para além delas? Do outro lado delas? Do nosso lado delas?
E serão sempre janelas? Embaciadas e com desenhos que lá fazemos com as pontas dos dedos. Percorridas pelas gotas de água da chuva que cai.

E lembrei-me das "Contrariedades" do Cesário Verde. Só dois pedacinhos:
"Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.
..................
E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!

vaandando disse...

Primeiro, os telhados , esses lugares que não são de ninguém, lugares tão míticos quanto as águas-furtadas, sempre ao alcance da imaginação, depois as janelas, o resguardo das casas, o que oferecem ao mundo exterir... Maravilha!
Gostei muito de ter passado e de ouvir esta música agradável...

Cordialmente
_____________ JRMarto
Voltarei...

Duarte disse...

Há muito que não vou por São Pedro do Sul. Então era o caminho de todas as viagens para ir ver a família, era o caminho para o Porto. Na distância já cheirava àquelas águas sulfúreas.

Que bonitas que são as tuas janelas! Gosto de janelas e muito destas. Os caixilhos de estilo inglês, sendo tão nosso, dão-lhe um encanto único. O Porto e La Coruña são as cidades nas que vi, até hoje, as janelas mais bonitas, não só pela janela em si, mas pelo alinhamento, o bom gosto na disposição e forma das mesmas.

Um grande abraço

Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
casa de passe disse...

eu também gosto de janelas e de namorar nelas

(loulou)

Arabica disse...

Zé :)

esta máquina nunca terá direito a enferrujar!!! :)

Quando em formato caseiro, já fotografou tartes, bifes e afins :)

Afinal, pequenos marcos domésticos de dobragens de cabos dificeis :))


Digo eu, que tenho tendência a dar sentido a pequenos gestos sem sentido :)

Venham a janelas a abrir-se a meus olhos que do lado de fora ainda lhes aceno, depois de fotografadas.

Ao sol.


:)

Arabica disse...

Inner,


é realmente abençoado este sol.

Com ele tudo aparece a nossos olhos com uma nova luz e um novo corpo.

Por outro lado, foi decerto o sol que afastou das janelas todos os rostos e sombras de corpos, que tanto gosto de imortalizar nas fotos.


Beijo.

Arabica disse...

Vieira Calado,


assim é.


Tive sorte com o dia.

Eram quase todas almas de muita luz.


Agradeço e retribuo os cumprimentos :)

Arabica disse...

Alece,


tu não as perdeste.

Apenas as guardas, quase temendo que elas te magoem.

As palavras são como as arvores dos rios: alimentam-se através de raízes de memórias...


Abraço-te com todo o carinho desta amizade já antiga.

Arabica disse...

mdsol

se tu :)) eu tamtem te :))


:))

pb disse...

janelas de S.Pedro, curiosamente passei muitos anos lá férias , quando miudo, e recordo-me de algumas casas e janelas. beijo

PS: passa pelo meu canto, tens lá uma pergunta...

Arabica disse...

Sol,


e a menina sabe que eu gosto muito de toda a sua poesia?

Julgo que quando a publicaste eu escrevi um comentário gordo à mesma. Impossível ficar indiferente a janelas.


Beijinhos :))

Rosa dos Ventos disse...

Eu também gosto de janelas, quer de olhar de dentro para fora, quer de olhar simplesmente para elas!
E estas são lindas...

Abraço

Justine disse...

Gosto deste teu blog, janela solar, soalheira, cintilante!

Marcia Barbieri disse...

Tb adoro janelas e as vidas que pernoitam nelas e os parapeitos testemunhas oculares de amores e suicidios, lembrei-me de Janela Indiscreta...

beijos ternos

Arabica disse...

Alien


Credo homem! :)

A menina está à janela há tanto tempo que não sei como não padeceu já de uma pneumonia fatal :))


Fora de todas as brincadeiras, gosto muito dessa canção. Lembro-me dela cantada no Coliseu pelo Vitorino e seus irmãos, no anode 1985 (ainda ele não se vestia de preto).

Éramos uns miúdos cheios de esperança.


E de isqueiros acesos :)

Quanto ao Cesário Verde, também já foi meu companheiro de viagem, na primeira vez que visitei a Madeira. Como ia de lua de mel, acabei por o deixar para mais tarde...


Beijos para ti :))

Arabica disse...

Vaandando


pois fico contente, por andando, teres vindo cá parar :)

As águas furtadas têem realmente um misterio de encantamento...talvez pelo recorte no céu, pela sua quase independência e irreverêcia em relação ao corpo robusto de onde nascem (o prédio, a casa).

Vai passando, és benvindo.

Cordiais cumprimentos.

:)

Arabica disse...

Duarte,


conheci S.Pedro do Sul, tal como tu, de passagem, quando ia visitar os meus familiares residentes em Viseu.

Foi a primeira vez que lá pernoitei e que me dei ao luxo de por lá me perder entre janelas e ruelas...

Falas-me da Coruña (onde apenas passei) e lembro-me de Santiago de Compostela, onde também encontrei janelas lindissimas!

E aquelas lanternas tão simbólicas na sua luz!

Rotas de caminhantes e de janelas.


Ainda bem que gostaste, um beijo.

Arabica disse...

Loulou


sendo assim, dedico-te o post seguinte... :))

Arabica disse...

PB

e que tal matar assim saudades de forma inesperada?

Abriu o apetite para te fazeres à estrada? :)) espero que sim.


Para ti um beijinho, amigo, e um prato de rancho :))

Arabica disse...

Rosa,

eu de olhar lá para dentro tenho um certo pudor :)) mas gosto de imaginar vidas e cortinas rendadas com os sentimentos e imperfeições das intempéries de sol e de chuva...

Abraço :)

~pi disse...

escrever o sol

em janelas que

des(conheço

e quero

la-ran-ja




beijo





~

Arabica disse...

Justine

obrigada :)


Ficam realmente magnificas nesta luz fria das manhãs de inverno...


Beijos

Arabica disse...

Marcinha,


já reparaste quantos de nós são fascinados por janelas?


Parapeitos, eternos locais de encontro entre o dentro e o fora.
Lembram mãos, olhares, sussuros e também os dramas, os silêncios das esperas, marcas das pedras na carne, o vazio da rua onde os passos amados não mais ecoam...

Só uma janela basta para escrever um livro :)

Beijos

Arabica disse...

~Pi


Laranja para ti será.


Um destes dias.



Fruto caindo sobre o rio...


Fica prometido.


Beijos

f@ disse...

Olá,

Das janelas que se abrem e das que tu abres... onde o sol se senta em parapeito aquecido...

Belíssimas imagens e poema

Beijinhos das nuvens

kris disse...

Arabica

Boa noite!

também já tinha pensado fazer uma reportagem desse tipo por cá..gostei das tuas fotos....e enquanto não vens cá aos Açores, vai deixando a tua marca por aí :)

beijo

Duarte disse...

Aí estão as marcas do tempo, mas sem perder beleza, como não, é uma admiração pelo belo... por isso voltei.

+ beijinhos

Arabica disse...

F@


as únicas nuvens à vista eram as tuas :)


Beijinhos

Arabica disse...

Kris,


tenho uma amiga de infância a viver nos Açores...há mais de trinta anos que projecto a viagem...nada de uma semana, quero por lá ficar com vagar, ir de ilha em ilha de barco..

até esse dia ia vendo as tuas fotos (como já vi as de outrs amigos que de lá vieram encantados...esses campos de chá...)

É uma belissima ideia.


beijos

Arabica disse...

Duarte,


por acaso nota-se bastante o desgaste do tempo em algumas casas de S.Pedro do Sul...o que nas Termas já não acontece.

Parece-me efectivamente que o funcionamento ao longo de todo o ano dos vários balneários termais, vai gerando algum fundo de maneio para os locais (não arrisco a palavra riqueza nestes tempos de crise).

Mesmo assim não quis deixar de fotografar as velhas casas de S.Pedro, com as suas paredes marcadas, como rostos envelhecidos.

É como tu dizes, tem a sua beleza, embora nostálgica.


Beijinhos e uma boa noite