quinta-feira, fevereiro 19, 2009

De que história saiu o Gato Alá????

Saltou-lhe ao caminho.

Raios partam o gato que nem de férias me larga, desabafou a mulher.

Será alma penada?

Destino ou anjo da guarda? :)







Se clicarem nas imagens poderão observar melhor este belo exemplar....

35 comentários:

prof disse...

É ELE!!!
Tal&Qual!!!
Ah, malandro, que nem aqui me larga.
...
:-)
...
Estas suas imagens trouxeram-me à memória um episódio em Veneza de que já me tinha esquecido. Que engraçado! Mas só fiquei com o registo mental, infelizmente.
Lembra-se de «Aquele Inverno em Veneza» («Don't look now»)?
Nós tínhamos visto o filme pouco antes de partir para Veneza.
Num dos primeiros dias em que lá andávamos, perdemo-nos nas ruas estreitinhas. A luz esmorecia e os topos dos prédios quase se tocavam, coando a que restava. As ratazanas começavam a atrever-se a sair dos canais. Atrás de nós, passos seguros, masculinos. Apressámo-nos. Quem vinha atrás também. Já quase corríamos. Quem vinha atrás também. Até que tive uma iluminação súbita, naquele princípio de noite. Parei, e fiz parar comigo o meu companheiro, que me segurava a mão. Encostei-me à parede, para que fosse quem fosse pudesse passar. E passou. (A rua era tão estreita que não dava para três pessoas caminharem a par).Ultrapassou-nos e lá seguiu no seu passo apressado e firme, aquele cidadão anónimo, na pressa de chegar a casa. Rimo-nos de alívio e de nervos. Ainda mal nos tínhamos refeito do susto, vimos que estávamos numa rua que aparecia numa das cenas de suspense do filme e... um gato saltou, miando, de uma janela para o chão, mesmo na nossa frente. Outro susto. E ainda esse não passara e MIAAUUU FFFFF! Por detrás das grades de onde saltara o bichano, um outro mantinha-se atento a guardar o território. Outra gargalhada de nervos mal disfarçados.
Assim me decorria Agosto de 1974...

prof disse...

Lindo gato!
É bom vir aqui lê-la e ouvir Zeca.
beijos

Duarte disse...

Deixei-me embalar e por aqui fiquei...

Gato vigia... como olha!

Beijinhos

Alien8 disse...

Arabica,

É tão parecido com o meu desaparecido Yayá! Só que o meu era, digamos, mais sorridente. Alguém o levou num dia 25 de Abril. Espero que tenha sido e continue a ser bem tratado.

Um beijo, com alguma saudade e tristeza à mistura.

Arabica disse...

Prof.,

:) mas que gato tão viajado este malandro! Tão bem descrita a travessia da rua que ela própria parece fazer parte da cena de um filme! :)

Este saltou-me ao caminho na primeira noite de passeio.
Sabe aquele ditado que diz "que à noite todos os gatos são pardos"?
Eu acredito que no mundo felino existe um ditado idêntico: "à noite todos os humanos são pardos".
Saltou-me ao caminho, rodeou-me em rodopios felizes, acompanhou-me durante 100 metros. Julgo que me confundia com a pessoa que todas as noites os alimenta.

Sentei-me no muro e ele ali à minha beira expectante, imagino que a dizer de si para si: despacha-te, dá-me lá os carapaus fritos com a açorda de alho :)

Foi muito engraçado.

Voltei lá na manhã seguinte, já de máquina preparada para o disparo.

Já não saltou ao caminho, embora não se fizesse rogado às fotos.
Vaidoso e calmo, soberbo ao sol da manhã. Vive, com outros três gatos, na casa abandonada à ferrugem do tempo. Mas apenas ele se dá a conhecer, afoito e confiante.

Fez parte de dois bons momentos, sem dúvida.

Beijinho e um bom dia para si, Prof. :)

Arabica disse...

Duarte,

ele tem realmente um olhar magnético!

E a música convida a ficar.


Podes (não sei se reparaste) mudar para as músicas seguintes e escolheres outras.


Beijo

Arabica disse...

Alien


Eu julgo que este "Yayá" anda pelas ruas das Termas pronto a ser levado, por um Alien que se atreva a saltar-lhe ao caminho.

Deixa-se afagar e é sociável.

E já sabes em que casa se abriga das brumas.

Espero que o teu Yayá seja feliz onde quer que esteja. E que guarde memorias tuas.

Quem diria que a música, um gato e uma data se iriam encontrar assim, nestas histórias de "vagabundagem"?

Abraço-te, amigo.

Lizzie disse...

Fico como o Alien!

O meu,igualzinho,chamava-se Papich.
Não desapareceu como o Yayá do Alien, mas morreu vencido pelo tempo. Em novo era pedante,orgulhoso do seu pelo de peluche. Altivo nos seus oito quilos. Fazia lembrar o Orson Welles. Até nas bochechas. À medida que se foi aproximando a morte, foi tomando uma silhueta curva. Parecia que se apoiava numa bengala imaginária. O olhar foi-se tornando ausente, distante,focado para além das coisas. Um rei já indiferente ao reino.

Havia um ensaiador judeu, fiel ao amor que a raça tem por gatos e cães, que todas as manhãs distribuía comida e água fresca aos gatos junto a um muro. Papich, papich (gatinho) chhh chhh chhh. Apareciam com rabinho no ar que é o melhor sorriso que têm.
Um dia o homem chegou com os olhos azuis de siamês ainda mais brilhantes: tinha visto na loja um gato enorme com pose segura de estrela, daquelas que enfrentam o público com ar de desafio. Foi tal o pormenor da descrição que fomos lá.
Paixão avassaladora à primeira vista. Já se sentia a estabilidade de um amor eterno.
No dia a seguir comunicámos ao homem. Perguntou qual o nome. Dissémos Papich, arrastando o ch. Baixou os olhos, virou as costas, ouvimos um discreto fungar e só passados uns momentos: ok, let`s go to work.
Mais uma vez, com mais força, tentámos, de forma talvez patética e ilusória, ter a beleza do movimento dos gatos.
E foi assim.

Besos

Val Du disse...

Que lindinho! Só pode ser um anjo. :)

Beijos.

Arabica disse...

Lizzie,


será este o gato de todas as histórias, de todas as memórias e de todos os movimentos?

Será este gato a encarnação de todos os gatos que vivem dentro de nós?


A memória do Papich que aqui nos deixas, é uma memória comovente, a memória simbiótica perfeita, entre gatos e humanos.


Vive decerto, agora, num outro reino.


Beijos

Arabica disse...

Claro que sim, Val :))


Um anjo da guarda, diferente, e embora sem asas, como seus saltos eram leves e graciosos!


Beijos

PreDatado disse...

Eu sou suspeito para opinar. Sou doido por gatos. Não se vê na (minha) foto? :)

Justine disse...

Felino magnífico, de beleza orgulhosa e indiferente, quem lhe pode resistir? Macio e arisco, independente e terno, próximo mas selvagem. Que PAIXÂO, caramba! Aceito o miau:))

Licínia Quitério disse...

Saafa... Que olhar matador! Nem mostro as fotos às minhas gatas. Podia ficar sem monitor.

Beijinhos felinóides :))

jrd disse...

Se o gato tivesse férias largava-a e ia lutar por outros afagos...

Arabica disse...

Predatado

é um facto!

Diz lá se este não é de pensarmos duas vezes na hipótese de lhe darmos um/a dono/a?

Eu pensei nisso, logo no nosso primeiro encontro :)

"Ai saltas-me assim ao caminho? Ora anda cá que eu te digo..." :))

Arabica disse...

Justine, eu não te tinha dito? :))


Mas sabes? Vive feliz, naquele espaço aberto, entre ervas e pedras e comida deve ter a ver pelo seu aspecto...

Galinha de campo não quer capoeira :)), deixei-o a viver na sua ruralidade macia e pacata, de sinos e patos ao virar da esquina...

Arabica disse...

Licínia,


com este olhar todo o cuidado é pouco :))

Arabica disse...

jrd


:)))


vou pensar sériamente no assunto.

alice disse...

miau :) beijinhos.

legivel disse...

soprava uma aragem
naquele dia frio
cliquei na imagem
e o gato sorriu

e o gato sorriu
e eu disse-lhe olá!
o gato fugiu
chamava-se Alá.


Beijos, sorrisos e cuidado com os arranhões.

Bartolomeu disse...

Zeca Afonso e Mário Viegas, são para mim duas referências.
Este felio ilustra bem a personalidade de ambos: nobres, atentos, lutadores, não desperdiçando a oportunidade certa para atacar.
Vejo qu cultivas a imágem e a palavra, numa aromática simbiose Arábica.
;)

ลndreia disse...

Que lindo! *

Mar Arável disse...

Que belo gato

para brincar com os meus cães

Arabica disse...

:)) miau grande para este grande gato :))

Beijo, Li. (bom fim de semana)

Arabica disse...

Alberto,

e olha que ele não sorri para todos :)


Tambem eu te sorrio.


Bom sábado.

Arabica disse...

Bartolomeu,


parece que eles (gatos) além de ensinarem movimentos também ensinam ou inspiram, como preferires, tudo quanto dizes...

Bons companheiros de viagem, mesmo quando vadios e apenas se cruzam connosco :))

Dois grandes homens e dois grandes legados. Referências como tu bem dizes.

Beijos e cafés :))

Arabica disse...

Andreia


pois é :))

Arabica disse...

Mar Arável


Com tantos cães juntos, que seria do gato vadio? :)

kris disse...

ADoro gatos... é lindo!!!!

Gasolina disse...

Belissimo!

Eu sou suspeita que os amo na sua beleza e independência.

E vivo com três.
(e um cão)

Arabica disse...

Kris


aqui que ninguem nos ouve eu acho

que é um gato muito habituado a

sessões fotográficas.

Parecia pousar mesmo para as fotos.

Diz que o sonho dele é fazer parte

do nosso imaginário :)


Beijos e bom carvaval

Arabica disse...

Gasolina,


Meu, nunca tive nenhum.

Tenho alergia ao pêlo dos animais, o que me faz pensar duas vezes, antes de trazer algum para casa.

Já tive um cão, um Rottweiller.

Que nunca percebeu que crescera e embora pesando mais do que eu, continuava a tentar aninhar-se no meu colo,como quando era bébé.

Também sou suspeita.

:)

Beijos

Rosa dos Ventos disse...

Adoro gatos e este é lindo!
Para onde quer que vá descubro sempre gatos ou eles a mim!

Abraço

pin gente disse...

também andei a falar de gatos lá pelo "banana ou chocolate?"
bonito e imponente este.
beijo
luísa