terça-feira, fevereiro 03, 2009

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Um destes dias
o sol voltará
a brilhar
nos
jardins de inverno
que guardamos
no peito.
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Música: 1ª Teardrop, Massive Attack.

2ª The Ballad of Blue Flower, Lei Qiang.

Porquê por vezes 2 músicas?

A primeira inspirou-me a escrever aquelas palavras, a segunda é procurada através do que sinto depois de escrito...

20 comentários:

PreDatado disse...

Um dia destes voltaremos a despir os agasalhos (que não deixam esfriar o corpo).

Não os agasalhos da alma.

Maria disse...

Embora haja jardins de inverno que são para sempre...

Beijo

L. Malloy disse...

Espero que tenhas toda a razão.
*

alice disse...

o meu brilhou assim que te li :)

(espreita o teu mail, sim?)

beijoka

Marcia Barbieri disse...

Eu tb acredito nisso,por isso continuo enfrentando tempestades.

beijos ternos

JPD disse...

Olá Arabica

Seria óptimo que começasse amanhã, durante uma semaninha... Há algum problema que haja sol na eira e no nabal?!

Bjs

f@ disse...

Já amanhã ao romper aurora o sol brilha no nosso jardim interior... agora temos o brilho da lua...
Se as nuvens não andassem tão casmurras até que a coisa já não andava tão mal...

Beijinhos das nuvens

Alien8 disse...

Arabica,

Digno do Mestre Caeiro! Ou dos melhores haikus. E que seja já!

Um beijo

Duarte disse...

Quero vê-lo resplandecer...

Beijos

coelhinho disse...

no meu peito guardo a minha querida floresta, onde quando o maravilhoso sol não brilha há uma sombra refrescante.

mas sim, o sol era preciso agora.

Val Du disse...

Benditas sejam as tuas palavras. :)

Gostei da foto e das músicas.

Beijos.

Teresa Durães disse...

e quando o sol brilhar, queixamo-nos do calor, da inevitabilidade de estarmos fechados a trabalhar.

Rosa dos Ventos disse...

Que o sol venha depressa iluminar a nossa neblina e aquecer as nossas almas, jardins interiores!

Abraço

prof disse...

e, enquanto não volta....
«A imaginação ao poder!»
beijos
de olá...até logo

ze disse...

Espera-se sempre pelo que ainda não chegou.
Menos mal se for o que chega como o sol.

legivel disse...

... retirou a carteira que trazia no bolso interior do casaco junto ao peito e curvando-se para melhor falar à senhora do guichet, pediu

"Dê-me um bilhete para o Jardim da Celeste, por favor. Se possível, à janela do meu contentamento, que é aquela voltada para o sol."

a senhora olhou-o rotineiramente sem o ver

"Só tenho um lugar para o lado da chuva. Serve?"

ele voltou a guardar a carteira no bolso junto ao peito

"Não obrigado. Prefiro então esperar pelo verão."



Beijinhos e sorrisos.

Licínia Quitério disse...

Os nossos jardins interiores e as suas janelas sempre abertas aguardando o sol. Ele virá, sim, fazendo libertar os aromas de jasmim e canela.

Um abraço perfumado, Arábica.

Lizzie disse...

Um dia destes vou respirar fundo e ficar com a alma transparente para receber o sol timido de inverno, o sol da minha natureza que o calor doido varrido me contraria e devassa. Vou aquecer devagarinho o meu sangue, sem orgia repentina e eufórica de cores.
Vou deixar que o sol alegre a neve, que dê vida às sombras discretas, aos cinzentos suaves que para mim não são mal afamados.

Talvez amanhã, ou depois se acenda a lampada do universo.

Beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

claro..o sol voltará.

beij

M. disse...

e enquanto a primavera não chega dizemos e des.dizemos, respirando com o mesmo peito.

beijos Arabica

todos os dias que falto